Atacante Lucas, morto em tragédia aérea com a Chapecoense, brilhou no Sampaio, em 2013

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O atacante Lucas, de 26 anos, uma das vítimas da tragédia aérea que matou quase todo o time da Chapeconse, em Médelin, na Colômbia, teve boa passagem pelo Sampaio Corrêa, em 2013. Artilheiro veloz e com chute certeiro, ele marcou dois dos cinco gols do Tricolor no memorável 5 x 3 sobre o Macaé-RJ, no Castelão (relembre), primeiro dos dois jogos das quartas de final do Campeonato Brasileiro da Série C de 2013, que sacramentou o acesso do clube maranhense para a Série B.

Além do Sampaio, Lucas Gomes, que nasceu na cidade de Bragança, nordeste do Pará, jogou pelo Bragantino, time tradicional da sua terra natal, que o revelou, pelo São Raimundo-PA, Trem-AP, Castanhal-PA, Ananindeua-PA, Londrina, Tuna Luso e Icasa, Fluminense.

Desde janeiro estava na Chapecoense, por onde disputou 55 partidas. Lucas e a equipe viajavam para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.

Maranhense

Ananias nasceu em São Luís e também morreu no acidente
Ananias nasceu em São Luís e também morreu no acidente
Um atleta nascido no Maranhão também integrava a delegação da Chapecoense e morreu no acidente. Ananias Elói Castro Monteiro nasceu em São Luís, tinha 27 anos, 1,69 m e era meia.

Ficou bastante conhecido por fazer o primeiro gol no Allianz Parque, estádio do Palmeiras, na vitória de 2 x 0 do Sport, time que defendia na época, sobre os donos da casa, em 19 de novembro de 2014. Também fez o gol de empate contra o San Lorenzo, na Argentina, garantindo o 1 x 1 fora de casa, na primeira partida da semifinal da Copa Sulamericana.

O jogador foi revelado nas categorias de base do Bahia Futebol Clube. Defendeu, ainda, a Portuguesa, Cruzeiro, Palmeiras e Sport. Estava na Chapecoense desde o ano passado, inicialmente por empréstimo, depois, contratado em definitivo.

Em atividade no futebol desde 2008, o jogador já havia disputado 309 partidas como profissional e marcado 47 gols.

Familiares e amigos do atleta, que cresceu na Cidade Operária, estão abalados. Todos estão reunidos, à espera de mais informações sobre a tragédia e sobre o resgate do corpo.

Ananias era casado com Bárbara Monteiro e deixa um filho, Enzo.

Professores da UFMA entram em greve por tempo indeterminado em São Luís

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Professores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), entraram em greve por tempo indeterminado, após assembleia geral realizada pela categoria, na semana passada. O movimento grevista começou desde a última sexta-feira (25).
A classe decidiu abraçar a movimentação proposta por estudantes secundaristas e universitários, motivada após propostas do governo de Michel Temer, tais como a PEC 55 e reformas que retiram direitos, como a do Ensino Média e as das Previdência e Trabalhista.
Os professores esclareceram que o movimento paredista vai ocorrer de forma conjunta à ocupação proposta pelos estudantes. Aulas públicas e debates sobre as implicações da aprovação da PEC 55 será uma das formas de dar corpo ao movimento.
Segundo a Associação de Professores da UFMA (Apruma), os técnicos administrativos da universidade também devem iniciar uma greve prevista para a próxima quarta-feira (30).

Prefeito de Godofredo Viana é afastado por atraso dos salários dos servidores

Também foi determinado o bloqueio das contas do município para quitação do débito

Prefeito Marcelo Jorge Torres atrasou salários do funcionalismo seguidamente

A pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça decidiu, nesta quarta-feira, 23, afastar do cargo o prefeito de Godofredo Viana, Marcelo Jorge Torres, em decorrência do atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos municipais.

A decisão também prevê o bloqueio do valor de R$ 739.152,40 das contas do município para o pagamento dos vencimentos de funcionários efetivos e contratados, referentes ao mês de outubro. Para efetivar a medida, deve ser feita uma operação bancária de transferência da conta do município de Godofredo Viana na agência do Banco do Brasil em Carutapera para a conta do município na agência do Bradesco de Cândido Mendes.

A Justiça já havia bloqueado, no dia 1º de novembro, as contas do município de Godofredo Viana, para que fossem quitados os pagamentos atrasados do funcionalismo, referentes a setembro, o que já foi quase integralmente cumprido, sendo os salários creditados pelo Banco Bradesco na conta dos servidores.

A medida judicial acolheu um pedido do promotor de justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, da comarca de Cândido Mendes, da qual Godofredo Viana é termo judiciário, em uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa, ajuizada no dia 26 de outubro.

Nessa decisão do juiz Rômulo Lago e Cruz, os valores bloqueados foram da ordem de R$ 1.057.667,73 e contemplaram, além dos efetivos, servidores contratados e até ex-servidores que tinham salários a receber junto ao município.

Fonte: Ministério Público do Maranhão

BELEZA PARA MULHERES E CÃES NO FINAL DE SEMANA

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O final de semana começa com novidades no mundo da beleza feminina e de seus mascotes.  Nesta sexta, a empresária Dani Braide Maciel, transforma o estacionamento interno do seu Dot Beauty em um grande salão de beleza para os cães de suas clientes. Enquanto elas cuidam da beleza no Dot, os cães dão um trato no visual com os profissionais do pet shop parceiro do evento, o Pet Free.

No sábado, Dani mobiliza sua equipe, para caprichar na produção das mulheres para as confraternizações e festas de final de ano da cidade, em especial, as que se farão presentes no tradicional Baile de Gala promovido pelo colunista Pergentino Holanda, no Pestana Hotel. As clientes serão recebidas com Chandon e presenteadas com tratamentos Dermage, com revitalizações faciais de 4 passos, incluindo uma aplicação de máscara de beleza de acordo com a necessidade da pele.

Professor Julio Pinheiro avalia vitória eleitoral e faz balanço da sua gestão sindical

O professor Julio Pinheiro encerra no dia 31 de dezembro deste ano o seu segundo mandato como presidente do maior sindicato do Maranhão, o Sinproesemma. Parte para uma nova missão: ser o vice-prefeito de São Luís.

Ao lado do prefeito reeleito, Edivaldo Holanda, a partir de 2017, Julio reafirma que levará sua experiência de luta nos movimentos estudantil, comunitário e sindical para dialogar com todos os setores da sociedade, colaborando positivamente na administração municipal.

Ele faz um balanço das suas gestões como presidente do sindicato, ressaltando as grandes vitórias alcançadas para os trabalhadores da educação e cita desafios importantes para as novas gestões.

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1.Como o senhor avalia a vitória nas eleições municipais de São Luís deste ano?

Um passo importante, dentro desse projeto que nós concebemos como fruto de um amplo debate em São Luís, com as forças políticas que o compõem. É importante destacar que estamos nesse projeto vitorioso como esforço de unidade do nosso campo, que é popular e democrático.

A experiência de governar São Luís sempre esteve associada à resolução de problemas históricos da capital. O PDT, na gestão Jackson Lago, deu início a um processo de modernização e de abertura democrática. Neste momento, com mais um mandato de Edivaldo, hoje filiado ao PDT, acreditamos que há confiança da população nesse projeto iniciado com Jackson.

A nossa presença na chapa, eu representando o PCdoB e Edivaldo o PDT, é também como desdobramento desse esforço.  São Luís, que carregou problemas sérios na área de infraestrutura, por ser uma cidade histórica, precisou ao longo dos tempos ir se adaptando ao seu crescimento e os desafios ainda continuam colocados.

Edivaldo assumiu, em 2013, enfrentando esses desafios e o segundo mandato representa a continuidade desse planejamento iniciado em 2013.

2.De que forma ele enfrentou esses desafios?

É importante destacar que, somente nos últimos dois anos o governo municipal conseguiu estabelecer uma parceria inédita com o governo do Estado. Isso é fundamental para andamento de projetos importantes nas áreas da saúde, infraestrutura e educação.

Aceitamos o convite para compor a chapa porque o objetivo é dar continuidade a esse ciclo de ações, inclusive tratando de problemas centrais que não foram possíveis no primeiro mandato. Essa é uma questão para nós importante.

Além disso, a cultura política da cidade, em função da política geral do Maranhão, que foi governado cerca de 50 anos por uma família, um grupo só, acabou afetando São Luís. Nesse aspecto, encaro a nossa presença na composição da chapa como perspectiva, não só de renovar na política, mas também, pela nossa experiência de luta, contribuir para a gestão cada vez mais participativa e democrática e que alcance os objetivos e metas traçadas em 2013 e que não foram alcançadas no primeiro mandato.

Então, avalio positivamente para São Luís essa vitória eleitoral. Agradecemos o voto dos companheiros ligados à educação, dos professores, especialistas, funcionários de escolas, estudantes. Acreditamos que o resultado é fruto de uma busca pelo desenvolvimento. Foi o coroamento de um projeto exitoso na administração municipal que deu certo e que precisava ter a oportunidade de continuar avançando nas metas e no plano estabelecido em 2013.

3.Mais um mandato ajuda a resolver os problemas graves de São Luís, então?

Um mandato se tornou insuficiente para os problemas históricos de São Luís. A interrupção levaria a um grande retrocesso nas políticas públicas implementadas pelo prefeito Edivaldo Holanda, em todos os campos. Estamos nessa aliança para contribuir em mais desenvolvimento e crescimento para São Luís, enfrentando, com altivez e determinação, a crise que está na porta de todos, em todo o Brasil.

4.Como morador da periferia, professor, sindicalista, filho de trabalhador rural, a que o senhor credencia o alcance vitorioso de uma Vice-Prefeitura?

É uma honra e um orgulho muito grande sair do sindicato e ter a experiência do movimento estudantil ao qual eu fui aprendiz, fui protagonista, fui ator da luta no campo estudantil. Isso, somando-se a uma experiência de vida numa área populosa e carente, que é a Itaqui-Bacanga. A necessidade nos levou a contribuir também na luta comunitária e na luta social por melhor qualidade de vida em nossa área.

Isso para mim representa muito porque nós solidificamos um caminho a partir de uma experiência muito concreta de vida. Não sou filho de nenhum político ou alguém que tinha mandato público. A nossa vocação, ao longo da história, foi associada à luta social e popular e, por último, também à luta sindical, na condição de educador. Acumulando essas experiências e como militante do PCdoB, de esquerda, foi possível participar da política eleitoral, num primeiro momento, como candidato a deputado estadual, alcançando mais de 14 mil votos, e em virtude dessa história, desse acúmulo assumimos mais essa tarefa de participar, com a militância partidária e popular, dessa grande frente pela São Luís que nós queremos e desejamos.

5.Essa experiência com a realidade social da sua área vai ser importante para o trabalho na gestão municipal?

Essa experiência, vamos levar para a Prefeitura de São Luís, a partir de 2017, o nosso convívio na periferia, na luta social e sindical para dentro da prefeitura. Como gestor e com essa experiência, teremos a compreensão de como e qual é a melhor forma de governar a cidade, para avançar com bons indicadores sociais, nos programas, na garantia de direitos.

O nosso olhar, sempre voltado aos movimentos sociais e à luta popular, é um elemento que, sem dúvida, contribui. Esse fator somou para a nossa presença na chapa do prefeito Edivaldo, que já deu prova do seu compromisso com a cidade, da sua sensibilidade em relação aos problemas que São Luís precisa encarar de frente, com muita força e determinação.

6.Então, como vice-prefeito, e tendo essa experiência de vida e da luta sindical, o senhor acredita que poderá contribuir no diálogo com os movimentos sociais?

Com certeza, eu serei esse elo com os trabalhadores e a sociedade organizada.  Nós entendemos que é fundamental governar a cidade de braços dados com os segmentos organizados da nossa cidade, seja ele da cultura, do esporte, das religiões, dos sindicatos, todos os segmentos.

Acho que temos a responsabilidade de criarmos esse intercâmbio mais sistemático, com as entidades, para tratar das questões que interessam ao povo da cidade. As entidades fazem o elo entre a cidade e a gestão. Entendo como salutar esses caminhos e nós estaremos abertos ao diálogo e às tratativas que envolvem os interesses de São Luís, nas diversas áreas. Vamos unir esforços para atender as demandas reprimidas, historicamente, da nossa cidade, e fortalecer esse diálogo democrático com o movimento social. Essa, para mim, é uma questão de fundo, por conta da nossa origem, do nosso papel na construção de um mandato cada vez mais democrático.

7.De volta ao Sindicato, quais serão as prioridades até o fim do mandato?

Primeiro, retomar a pauta da campanha salarial 2016, que tratou de temas centrais, como a ampliação da matrícula na rede estadual de ensino, que foi uma proposição nossa, da direção estadual do Sinproesemma, em consonância e diálogo com os educadores do estado. Para nós, foi uma grande vitória, um avanço significativo. Vamos colher os bons frutos dessa semente, uma medida que alcança os profissionais efetivos da rede, que por muitos anos estiveram à disposição da rede, dobrando suas jornadas, mas sem garantias de futuro. O que antes era temporário, passa a ser oficial com o projeto de lei de ampliação da jornada.

Por outro lado, todos os professores que enfrentam as consequências do acúmulo de cargos terão a salvaguarda do projeto que permite a unificação, sem perda de direitos. Encontramos uma solução para o problema, salvaguardando os salários e os interesses da categoria. Isso tem um papel e um significado muito grande. É legado da nossa história no sindicato, da nossa gestão que teve esse olhar para a categoria, numa dimensão maior, não apenas para as questões imediatas, mas pensando, também, no futuro da nossa categoria, na valorização, que atende aos interesses de uma parcela significativa dos trabalhadores da educação.

8.Além da ampliação, que outros avanços o senhor considera importantes, como legado da sua gestão?

O sindicato, sempre a serviço dos educadores da rede estadual e das redes municipais, tratou com muita seriedade esse tema da ampliação, que é um avanço muito importante. Quero destacar que a luta pelo piso nacional do magistério fez parte da nossa agenda cotidiana e ainda faz, porque todos os anos precisamos tratar da questão salarial, adequando nossa carreira ao conceito correto do piso. Este ano, enfrentamos dificuldades nessa questão, mas foi uma situação enfrentada em todo o Brasil, mas temos a força para continuar a luta. Por outro lado, garantimos as progressões, direitos negados pelo Estado por cerca de 20 anos. Resgatar mais de vinte mil progressões, um débito histórico do Estado com os educadores, é um grande avanço.

Só depois de 12 anos na carreira eu recebi um direito que eu tinha adquirido há 12 anos. Isso para mim e minha carreira é um avanço importante. E para todos que estavam nesta situação. Todos os governos anteriores ao atual negaram o direito à progressão na carreira.  Foi com a luta do sindicato que esse direito passou a ser respeitado.

Temos a clareza que é preciso intensificar a agenda na defesa dos trabalhadores em educação. Por isso, o sindicato se coloca sempre como o condutor dessas aspirações do conjunto da categoria. Tanto que as maiores conquistas do magistério estadual foram no nosso mandato. As maiores conquistas efetivas que resultaram em valorização foram no nosso mandato. Essa é uma questão fundamental a ser destacada e nós não podemos abrir mão da luta desse sindicato, do espírito fraterno do nosso sindicato, da necessidade da nossa unidade.

9.O sindicato, com todo esse histórico de vitórias, tem clareza de que a educação precisa de muitas conquistas ainda?

Sim, a gente sabe que nem toda luta resulta imediatamente em vitória, mas abrem-se caminhos. Nesse aspecto, nunca vacilamos com essa questão. Primeiro, porque nós temos a convicção de que é preciso continuar com as tratativas com o governo estadual e governos municipais. É preciso estabelecer uma mesa permanente em todas as redes, na perspectiva de avançar cada vez mais na luta por direitos. Nós temos a plena convicção de que a nossa categoria acredita que o caminho é esse, porque não podemos abrir mão de direitos e a forma de garanti-los é uma observação atenta de quem está no comando do sindicato.

10.Por isso o sindicato defende tanto a unidade e o diálogo?

Nós fazemos uma disputa no campo das ideias com os nossos adversários. Esses que, por ventura, olham o sindicato numa perspectiva eminentemente partidária e não conseguem observar o sindicato na perspectiva do seu conjunto, do seu pluralismo, da sua diversidade. São oportunistas que, em momentos cruciais da luta sindical, eles abandonaram o campo, se omitiram ou mesmo se aliaram ao governo. Então, é preciso construir amplamente o diálogo com os companheiros da base, fortalecer o nosso sindicato e fazer a luta como elemento central nesse processo de avanços.

Nós vivemos numa crise política que tem consequências danosas aos trabalhadores e à educação. Por isso, é muito importante a nossa unidade e o diálogo com a categoria, fortalecendo a luta com um comando sindical cada vez mais comprometido com os interesses da nossa classe.

Há muita politização nesse processo com interesse exclusivo da política e nós não podemos cair no canto da sereia. Quem mais fez a luta nesse sindicato fomos nós e quem mais boicotou o processo para não alcançarmos as vitórias foram os governos contrários e os adversários que se omitiram de lutas, quando aprovamos o Estatuto, resgatamos as dívidas históricas, como as progressões, e ampliamos a matrícula, entre outras vitórias. Os mesmos que maltrataram a nossa base, os mesmos que negaram os direitos por 20 anos são aliados hoje dos nossos adversários no sindicato.

É muito importante dizermos, claramente, quem é contra a luta sindical. Na greve de 2007, por exemplo, quem entrou com Ação contra o subsídio, naquela época, foi justamente o PMDB, que tinha interesse de fazer a disputa política com o governo da época, de Jackson Lago. Naquele cenário, estava claro para nós que os nossos adversários da base se aliaram ao grupo oligárquico dominante para fazer a disputa no campo sindical. Então, é preciso esclarecer que a disputa sindical passa também pela disputa no campo político e de projetos. Nós só conseguimos esses avanços por conta da nossa unidade. Portanto, é preciso continuar a unidade da nossa categoria e fortalecer o nosso sindicato, para que a gente passe por um momento de construção e solidez na luta do Sinproesemma.

11.O senhor já citou muitas conquistas das gestões em que esteve no comando do sindicato. Há algo mais que queira destacar?

Nós enfrentamos, nos dois mandatos, duras lutas para a garantia de direitos de milhares de trabalhadores. A nossa carreira foi o centro dessa batalha. Depois de 20 anos, foram conquistadas 23 mil progressões, 16 mil promoções, 11 mil titulações, estacionadas desde 1994. Fizemos, no transcurso dessa luta, a adequação da nossa carreira com base nas novas diretrizes da Lei do Piso Nacional de 2008.

Para diminuir a precariedade na rede estadual, que, há cerca de dez anos, tinha 15 mil contratos precários e temporários, lutamos e conquistamos dois concursos públicos, em 2009 e em 2015, reduzindo para quatro mil contratos. Alcançamos objetivos que representam, nesse contexto, grandes avanços também, que é a ampliação de jornada. Os profissionais com uma matrícula não precisam mais  fazer concurso para ter outra matrícula porque já podem requerer ampliação da matrícula que já têm. Uma conquista importantíssima que entra para a história da luta do sindicato.

Sabemos que é preciso enfrentar as lutas do presente, como o reajuste do piso, além de outros pontos que são fundamentais, como o enfrentamento dessa avalanche desastrosa do governo Temer, de retirada de direitos, que vivenciamos hoje no Brasil. Precisamos enfrentar o congelamento dos investimentos na educação e na saúde com a PEC 241\55. É danoso aos trabalhadores da educação e à sociedade de um modo geral. Por isso, precisamos da nossa unidade em torno desse processo para combater as políticas do retrocesso e da maldade do governo antipopular de Michel Temer.

12.Chegando ao final do seu mandado, como o senhor se sente?

Sentimento de dever cumprido, de caminhos abertos. Foi uma das maiores experiências pessoal e política da minha vida. Eu vejo o sindicato como uma grande escola que me orientou muito. Meu aprendizado foi extremamente salutar, em convivência com milhares de educadores do Maranhão e fora do estado. Um intenso esforço interno no comando do Sinproesemma para fazer com que o maior sindicato do Maranhão cumprisse o seu papel como representante legítimo dos interesses dos trabalhadores da educação.

Essa passagem por dois mandatos é um legado muito profícuo, muito importante do ponto de vista pessoal. Isso me ajudou muito no entendimento da realidade educacional do Maranhão e do Brasil.  Eu consegui aprender, ao longo dessa trajetória, conhecendo a realidade e abstraindo a importância da educação para a vida das pessoas. Aprendi muito também, conhecendo a legislação educacional brasileira, os seus avanços e retrocessos. Tenho certeza que essa importante experiência vai me ajudar muito na nova função que exercerei a partir de 2017.

Levo comigo muitas amizades, porque a gente consegue, ao longo da gestão, com muita humildade e com muita seriedade, estabelecer laços muitos importantes para enfrentar os desafios de dirigir uma entidade como o Sinproesemma.

 13.Isso é uma dica para quem vai estar à frente da entidade nas próximas gestões?

Compreendo que o maior desafio para a próxima gestão, para quem vai estar na presidência e na nova diretoria é manter muito amplamente essa unidade interna para ajudar a organizar, efetivamente, a nossa base. Essa é uma necessidade fundamental. O exercício da democracia interna no sindicato vai permitir que muito mais avanços aconteçam nos próximos quatro anos, com a nova plataforma que será aprovada na eleição.

É também um grande desafio manter o diálogo intensamente com a categoria para enfrentar ataques do setor de dominação econômica, derrotado politicamente, mas que virá tentar desmontar nossa estrutura sindical. O enfrentamento, certamente, será com unidade e diálogo.

Enfrentar também o desafio da luta contra o retrocesso nos direitos dos trabalhadores, fortalecendo a luta central com outros sindicatos e centrais sindicais, para que não ocorram os desastres da PEC 241\55.

Entendo também como um dos desafios a construção de uma agenda institucional com o campo político, com parlamentares, gestores, buscando avançar na garantia de direitos, na valorização profissional e na qualidade da educação. Nós só conseguimos avançar numa maior dimensão depois que buscamos alianças certas para que fôssemos ouvidos. É preciso encontrar os caminhos para a aliança, na perspectiva de cumprir a plataforma resultante das aspirações dos trabalhadores. Por isso, entendo como central a disposição da nova direção do sindicato de buscar os canais de diálogo com todos os setores da sociedade, porque isso fortalecerá a luta do sindicato, por mais valorização dos educadores e mais educação de qualidade.

Laudo confirma que Lucas Porto violentou Mariana Costa antes de matá-la por asfixia

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Laudo da Superintendência de Polícia Técnica apresentado hoje pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, foi violentada antes de ser morta por asfixia pelo cunhado Lucas Porto, 37, no último dia 13, dentro do apartamento onde morava, no Condomínio Garvey Park, na Avenida São Luís Rei de França, no Turu. Mariana era filha do ex-deputado estadual Sarney Neto e sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney.

De acordo com o laudo, divulgado em entrevista coletiva, na manhã desta quarta-feira (23), pelo secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, a vítima sofreu violência sexual antes de ser assassinada. Ainda de acordo com os exames, ela não teve nenhuma possibilidade de defesa.

Outra conclusão do laudo, já entregue ao Ministério Público, foi de que Lucas Porto tinha consciência de todos os atos praticados antes e depois do crime, tipificado como homicídio qualificado.

Horas antes do homicídio, Mariana, Lucas e outros familiares participaram de um culto religioso na Igreja Batista do Olho d’Água. Depois, seguiram para o condomínio dela. Enquanto as crianças brincavam na área de lazer do prédio, o cunhado subiu ao apartamento para tentar praticar relações sexuais com Mariana, mas foi repelido. Houve luta corporal, ocasião em que Lucas a estrangulou.

A polícia técnica concluiu, também, que durante os 40 minutos em que ficou no imóvel, Lucas alterou a cena do crime, mudando alguns objetos de lugar.

Mariana era casada e deixou duas filhas, de 9 e 11 anos.

Segurança Alimentar será debatida em fórum realizado pela Prefeitura de São Luís

Segurança Alimentar será debatida em fórum realizado pela Prefeitura de São LuísA alimentação adequada e regular contribui para a saúde e garante dignidade ao ser humano. Cabe às gestões a execução de políticas públicas que promovam o acesso ao alimento seguro a quem mais precisa. Este é o foco dos debates do IV Fórum Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Luís, que vai discutir o tema “A gestão municipal: importância da Segurança Alimentar e Nutricional”. O evento tem como objetivo debater a política, os projetos desenvolvidos e os resultados destas ações na capital. O fórum é uma iniciativa da Prefeitura de São Luís e será realizado dia 29 deste mês, na sede da Fiema (Cohama).

Coordenado pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar (Semsa), com apoio do Sesi, o evento conta na programação com palestras, oficinas, mini cursos e a participação de representantes dos movimentos sociais e da produção rural. Na ocasião, será feita homenagem às mulheres agricultoras integrantes do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Equipes do Sesi apresentam painel sobre o tema.

“A proposta é discutir os rumos da Segurança Alimentar na gestão pública, propor medidas para potencializar os programas e identificar meios para o maior acesso da população ao alimento seguro”, explica a titular da Semsa e nutricionista, Fatima Ribeiro.

O fórum vai reunir poder público, sociedade civil e beneficiários dos projetos para colocar em debate as ações municipais no setor. O momento é de grande importância para a troca de experiência e o debate de ideias possibilitados pelo evento. “Assim como nos eventos anteriores, vamos promover o debate sobre a questão e suscitar a participação de todos pelo acesso aos alimentos aos que mais precisam, pois, sem segurança alimentar não se tem uma saúde adequada, não se tem qualidade de vida”, enfatiza a titular da Semsa, Fatima Ribeiro.

INTEGRAÇÃO

O fórum pretende ainda promover a articulação e integração entre as prefeituras da Região Metropolitana, entidades da administração pública, agricultores familiares e estudantes.

Durante o fórum, as ações e programas desenvolvidos pela Semsa serão colocados em pauta. Entre estes, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – um dos mais importantes da área -, Programa Leite na Escola e Peixe Solidário e as ações do Eixo de Educação e Geração de Emprego e Renda.

Fatima Ribeiro lembra que ao assumir a pasta recebeu a determinação do prefeito Edivaldo para consolidar esta política envolvendo todos os seus atores. “Vamos mostrar que esta política promove um grande impacto na gestão municipal e a experiência exitosa da Semsa, que de forma planejada, estruturada vem, por meio dos projetos, combatendo a fome e defendendo a educação alimentar e nutricional”, enfatiza a titular da Semsa.

A secretária ressalta ainda que o evento é promovido em momento muito oportuno com a definição das estratégias para a implantação das novas políticas na área e conclusão do planejamento para a segunda etapa do PAA. Fatima Ribeiro pontua que, pela primeira vez, as populações beneficiadas podem contar com este programa na modalidade doação simultânea, na qual a compra é direta com o produtor para ser distribuída aos beneficiários. Em sua primeira etapa, o programa distribuiu cerca de 350 toneladas de alimentos a mais de 30 mil famílias.

SEGURANÇA ALIMENTAR

Segundo o superintendente de Ações Comunitárias da Semsa, Augusto César Rodrigues, um dos pontos significativos do evento é a divulgação das políticas de Segurança Alimentar e seus resultados para o público atendido. “O debate será sobre as ações e estratégias que precisam ser adotadas pelo poder público, em parceria com a sociedade civil, para a construção de um sistema de Segurança Alimentar sustentável e acessível e consolidação da política”, disse.

O cronograma do fórum conta com duas palestras. “Cenário brasileiro, maranhense e municipal de (in) segurança alimentar e nutricional da população”, que será seguida da exposição de pesquisa sobre o tema. A outra palestra trata da “Implantação e o fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e estratégias orçamentárias”.

Ainda na programação, mesa redonda com o tema “Gestão pública e os desafios para a promoção e garantia da Segurança Alimentar e Nutricional”, além de painel com as experiências da Semsa. Serão tratados ainda ações conjuntas dos membros da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), composto por órgãos municipais e estadual. Ele informa que os programas e ações da Semsa são monitoradas pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comsea) seguindo as diretrizes da Caisan.

SAIBA MAIS
Interessados já podem realizar inscrição para participar do Fórum Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de São Luís. Basta solicitar a ficha de inscrição pelo email: forum2016.semsa@gmail.com, podendo ser impressa e após o preenchimento, entregue na sede da Semsa, à Rua Celso Magalhães, Centro (próximo à Delegacia de Homicídios); ou entregue também via email. As inscrições podem ser feitas até dia 24 deste mês. Os participantes receberão certificado ao final do evento. Mais informações pelo 3212-8350.

Trabalho voluntário faz a diferença na Escola Cidinho Marques, na Vila Pirâmide

Equipe da Dot Beauty com crianças atendidas durante ação voluntária na escola

Há onze anos, a Escola Comunitária Professor Cidinho Marques, localizada na comunidade Residencial Pirâmide, em Paço do Lumiar, vem atendendo, em média, 120 crianças carentes, anualmente. O objetivo é dar acesso a condições minímas de assistência na educação, saúde, esporte e lazer na primeira infância.

A iniciativa começou com a Sra. Deusimar Resende, mulher guerreira, de fibra, que visualizou as dificuldades na comunidade, arregaçou as mangas e fez a diferença e com a ajuda de poucos voluntários, dando início ao que no futuro se tornaria a escola de hoje.

Alunos da Escola Cidinho Marques ganharam presentes doados por parceiros da iniciativa

A segunda fase deste projeto teve o apoio da Ação da Cidadania Comitê Maranhão, que obteve sucesso numa concorrência entre três entidades. Finalmente, firmou-se a parceria entre CEI COC e Sinduscon, começando a realização do sonho da construção de uma escolinha para formar futuros cidadãos. A escola tem autorização do CEE para lecionar até o 5º ano do ensino fundamental, porém, mantém a educação infantil de 3 a 5 anos, pois falta estrutura e recurso para ampliar o atendimento.

Profissional da Dot Beauty faz penteado em aluna

A empresária Dani Braide Maciel mobilizou clientes empresárias do seu salão, o Dot Beauty para realizar a campanha Dot Solidário em prol da escolinha. A ação teve início com um café da manhã para a criançada oferecido pelos Supermercados Mateus.

Em seguida, a nutróloga Dra. Patrícia Curvina ensinou as mães a fazer um lanche saudável e falou sobre os benefícios de uma alimentação adequada à saúde das crianças, enquanto a odontóloga Tatiana Hassin, da Prime Odonto, distribuiu kits de higiene bucal e proferiu palestra sobre escovação correta dos dentes.

Na ocasião foram sorteadas roupas infantis das lojas 1+1 e Pintando o Sete, mochilas da Farmácia São Patrício, kits de brinquedos Mukti Festas.

As crianças cortaram os cabelos e receberam massagem relaxante com os profissionais do Dot, ganharam kits escolares da Laço Papel e Arte, e tiveram uma manhã de atividades físicas sob o comando dos profissionais da academia Bodytech.

Uma prova de que muito pode ser feito quando nos dispomos a dedicar um pouco do nosso tempo em benefício do próximo.

Casa das Dunas vai comemorar Dia Nacional do Samba

Em 2 de dezembro, o espaço da Avenida Litorânea promoverá uma grande festa com o grupo Fundo de Quintal, um dos ícones do samba no Brasil

Grupo Fundo de Quintal foi o escolhido para festejar o Dia Nacional do Samba na Casa das Dunas

Dezembro vai começar de um jeito bem brasileiro na Casa das Dunas, endereço mais badalado da Avenida Litorânea. O espaço receberá, dia 2, às 21h, o grupo Fundo de Quintal, para uma grande festa em homenagem aos 100 anos do samba. Nesse “Dia Nacional do Samba”, a festa será com honras e pompas ao ritmo mais amado do Brasil. O grupo formado por Bira Presidente, Sereno, Ubirany, Ademir Batera e Ronaldinho já gravou 32 álbuns, com 15 discos de ouro e quatro de platina.

Segundo Ricardo Fernandes, sócio-proprietário da Casa das Dunas, nada melhor do que esta escolha para festejar o samba brasileiro. “O Dia do Samba foi criado em homenagem ao sambista Ary Barroso, compositor da música ‘Na Baixa do Sapateiro’, uma ode a Salvador. A data foi instituída no dia em que Barroso visitou a Bahia pela primeira vez, em 1940”, lembrou Ricardo Fernandes.

Fundo de Quintal também ajuda a levantar a bandeira do samba. Nasceu do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, no Rio de Janeiro, composto principalmente por sambistas da Imperatriz Leopoldinense. O grupo caracterizou-se por usar instrumentos até então pouco comuns em rodas de samba: banjo, tantã e repique de mão.

Gravou vários álbuns, alguns deles, discos de ouro e de platina. Entre seus maiores sucessos, destacam-se as músicas “A Batucada dos Nossos Tantãs”, “E Eu Não Fui Convidado”, “Boca Sem Dente”, “Ô, Irene”, “O Show Tem Que Continuar”, “Do Fundo do Nosso Quintal”, “Só pra Contrariar” e “Miudinho”.

Serviço

O quê
Show do Fundo de Quintal

Quando
2 de dezembro, às 21h

Onde
Casa das Dunas (Avenida Litorânea)

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BB anuncia plano de fechar 402 agências e aposentar 18 mil pessoas

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O Banco do Brasil divulgou neste domingo um fato relevante comunicando uma reestruturação administrativa que inclui fechamento de agências bancárias e a criação um novo plano de aposentadoria antecipada.

Segundo o comunicado, 379 agências serão transformadas em postos de atendimento (PAs) e outras 402 serão desativadas, num universo de 5.430 agências do banco federal. Também serão fechadas 31 superintendências regionais. Em outubro, o banco fechou 51 agências.

O Banco do Brasil também aprovou a abertura de um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), com adesão até 9 de dezembro.

A revisão da estrutura do BB levará à redução de 9.072 vagas, num quadro total hoje de 109 mil funcionários. Hoje 18 mil funcionários estariam aptos a aderir voluntariamente ao plano, que dá como incentivo de 12 salários, mais uma indenização por tempo de serviço.

O fato relevante também diz que o BB está fazendo a revisão e o redimensionamento de sua estrutura organizacional em todos os níveis hierárquicos, na direção geral, superintendências e nas agências bancárias. Essas medidas, informou, serão implementadas ao longo de 2017.

“A rede de atendimento será reorganizada de forma a adaptar-se ao novo perfil e comportamento dos clientes”, diz o fato relevante. Segundo o BB, não será comprometida a presença do BB nos municípios onde atua. A estratégia do BB é a abertura de mais 255 agências de atendimento digital.

O Banco do Brasil estima em R$ 750 milhões a economia anual com as mudanças, sem considerar pessoal. Desse total, R$ 450 milhões seriam economizados com a nova estrutura organizacional e R$ 300 milhões com a redução de gastos com transportes de valores, segurança, locação, condomínios, entre outros. As medidas não alteram a “guidance” do BB para os seus resultados de 2016.

A reestruturação do BB faz parte dos esforços do novo presidente da instituição, Paulo Caffarelli, para fazer com que os resultados do banco federal fiquem mais próximos dos seus concorrentes do setor privado.

O aumento dos lucros é uma das medidas para reforçar a estrutura de capital do BB para fazer frente às exigências regulatórias de Basiléia 3 e permitir a expansão dos negócios do banco. No governo Dilma Rousseff, o BB recebeu aportes de recursos do Tesouro para lastrear suas operações, mas devido às restrições fiscais do país agora a instituição terá que levantar ela própria seu capital.

 

 

 

 

 

 

Do Valor