Empresa que retirar ônibus de circulação será punida

Qualquer empresa que explore a concessão do serviço de transporte público na região metropolitana será punida, a partir de agora, caso retire ônibus de circulação em meio à onda de ataques incendiários a coletivos, como os 15 perpetrados até ontem por facções criminosas. A aplicação da penalidade foi definida ontem em reunião entre o governador Flávio Dino (PCdoB) com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), e representantes do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET), do Procon, da Agência Estadual de Mobilidade Urbana (MOB) e das forças de segurança pública.
A intenção dos governantes é preservar o direito de ir e vir da população, que desde os primeiros incêndios a coletivos, registrados na última quinta-feira, vem sendo prejudicada pela falta de transporte, principalmente à noite. Para manter a frota em circulação enquanto perdurar a barbárie, fiscais do Procon, da MOB e homens da Polícia Militar vão monitorar o fluxo de ônibus diretamente nas garagens das empresas.
Até o momento, foram presos 50 criminosos suspeitos de envolvimento nos incêndios a coletivos e em outras ações criminosas praticadas em retaliação à quebra do suposto acordo firmado entre o atual governo e os líderes de facções para manutenção de regalias e outras violações dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. As operações policiais continuam, com reforço da Força Nacional, a partir de hoje, mas os bandidos mantêm a audácia e ontem incendiaram mais um ônibus, o segundo no bairro Alto Turu.
A medida do governo é bem vinda, mas deve estar associada à atitude implacável de combate ao crime, com resposta dura e proporcional à ousadia da bandidagem. Só assim a paz será restabelecida e o simples ato de se locomover deixará de representar grave ameaça à vida.

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