Nova diretoria do SINFUSP/SL desfilia-se da CUT

Em assembleia geral realizada na última sexta-feira (19), na sede da Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Maranhão (Fetiema), convocada pelo Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de São Luís (SINFUSP/SL), a nova diretoria, com aval da maioria dos associados presentes, decidiu pela desfiliação da entidade dos quadros da Centra Única dos Trabalhadores (CUT) e da Federação dos Trabalhadores da Administração e do Serviço Público Municipal do Estado do Maranhão (Fetram).
A convocação para a assembleia se deu por meio de edital publicado dia 12 deste mês em jornal local de grande circulação, afixado na sede da entidade e em diversos locais de trabalho da categoria, com a finalidade de deliberarem a respeito permanência ou não no quadro de filiados da CUT e Fetram. O evento contou com a presença dos representantes da CUT, Fetram e Confetram, convidados oficialmente para participarem da discussão com a categoria, sendo eles Valter César, Osmar Aguiar e Jociedson de Aguiar.
Durante a assembleia, o presidente do SINFUSP/SL, Francisco do Vale, discorreu sobre a convocação da assembleia geral, para que os associados tomassem conhecimento e deliberassem a respeito do processo de desfiliação.
Segundo Francisco do Vale, “foi uma decisão tomada em dezembro de 2015 pela Diretoria executiva do SINFUSP/SL, que não entendeu por que não havia ações relacionadas aos avanços dessa vinculação do SINFUSP/SL à CUT que beneficiasse os associados. Havia uma inoperância por parte da CUT em não atuar solidariamente em prol dos associados do SINFUSP, sempre deixando-os sem defesa perante os abusos e desrespeitos perpetrados pelos gestores Municipais em detrimento dos direitos dos servidores”.
A CUT recebia aproximadamente cerca de R$ 57.000,00 (cinquenta e sete mil reais) por ano, repassados pelo SINFUSP/SL, mais os percentuais da Contribuição Sindical Obrigatória. Levando em consideração que esses valores não se converteram em ações sindicais em prol de nossos associados e que durante esse período de filiação, em parceria com as gestões anteriores do SINFUSP/SL, a CUT não promoveu ações judiciais importantes junto a instâncias superiores, seja STF, STJ ou TSE, em prol do reconhecimento de direitos dos nossos servidores. Então compreendemos que havia a falta de compromisso, a ineficiência e ineficácia nessa parceria: CUT X SINFUSP, desde sua celebração, uma vez que a luta pelos direitos dos trabalhadores é um enfrentamento árduo e diário e o nós do SINFUSP/SL não podemos mais ficar sendo parceiros de quem não defende a categoria, como no caso da CUT. Permitir a filiação na CUT sem benefícios para os associados significa manter os dirigentes de gestões passadas que insistem lutar apenas para satisfazer seus interesses pessoais. Ressalta o Presidente do Sindicato, Francisco do Vale.
Segundo José Guimarães dos Santos, filiado ao SINFUSP, “é a primeira vez que o sindicato prioriza a participação dos associados nas decisões importantes relacionadas à categoria.”.
No Brasil, mais de 41,3 milhões de trabalhadores brasileiros com carteira assinada descontam o valor de um dia de trabalho como contribuição sindical, ou seja, todo trabalhador com carteira assinada sustenta a CUT, pois o imposto sindical é obrigatório. A CUT possui em todo Brasil mais 2,7 mil sindicatos filiados. Em 2015, antes do fechamento do ano, a CUT abocanhou aproximadamente 51 milhões.
A decisão acertada da Assembleia Geral definiu através da votação com crachás, na qual 70 associados votaram a favor da desfiliação da CUT e FETRAM e 12 votaram pela manutenção do vinculo com as entidades. Ao final, vitória do Servidor Municipal que retoma para o SINFUSP 10% de sua receita anual, que outrora, eram repassados a Central Única dos Trabalhadores.

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