Programa de Combate ao Tabagismo da Prefeitura de São Luís ajuda fumantes a abandonar o vício

No Dia Mundial sem Tabaco, celebrado nesta terça-feira (31), a Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semus), comemora a marca de 60% de pacientes que abandonaram o fumo após passarem pelo Programa Municipal de Combate ao Tabagismo. O serviço, gratuito, é realizado em sete núcleos municipais e tem o objetivo de ajudar pessoas a deixarem de fumar.
A secretária municipal de Saúde, Helena Dualibe, diz que os resultados são animadores. “Trata-se de um índice muito satisfatório dentro do que é preconizado pelo Ministério da Saúde. É um indicador positivo, e por determinação do prefeito Edivaldo, estamos intensificando o trabalho multiprofissional para que o paciente enfrente e vença o vício”, afirma.
O serviço conta com equipes compostas por médicos, enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e assistentes sociais. São formados grupos de até 15 pessoas, que se reúnem em sete sessões (quatro semanais, duas quinzenais e uma mensal).
O coordenador do Programa de Combate ao Tabagismo, Geraldo Viana, explica que a abordagem é comportamental e cognitiva. “Além da medicação prevista pelo Ministério, conforme prescrição do médico que acompanha o grupo. São ações que incentivam também a adoção de práticas e hábitos saudáveis”, diz ressaltando que os participantes precisam ter o compromisso de ir aos encontros. Após o término das sessões, e conforme a necessidade do paciente, o programa encaminha para outros serviços e programas da rede.
Segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2014, do Ministério da Saúde, São Luís é a capital com o menor índice de mulheres fumantes do país. De acordo com o levantamento, o índice de tabagismo entre as mulheres em São Luís é de 2,5%; e entre os homens, a capital maranhense é a terceira em menor frequência de tabagismo, com 9,3%.
A terapeuta ocupacional, Maurícia Adriana, responsável pelo consultório no Centro de Saúde Turu II, informou que 80% dos fumantes têm desejo de deixar de fumar, mas apenas 3% conseguem deixar o vício sem o acompanhamento médico-terapêutico. “Temos muita expectativa que eles saiam daqui curados, pois estamos agregando à força de vontade deles as ações do programa”, declarou.
Além do Centro de Saúde Turu II existem consultórios para tratamento e cessação do fumo no Centro de Apoio Psicossocial Álcool e Droga – CapsAD (Filipinho) e nos centro de saúde Amar (Vila Fialho), Liberdade, Salomão Fiquene (Cohatrac), São Raimundo (Vila Mauro Fecury) e Vila Embratel.
A médica Anunciação de Maria, 67 é fumante há 30 anos. Ela relatou, no encontro do grupo do Centro de Saúde Turu II, que tem dificuldade em parar de fumar. “Já tentei, mas é péssimo, me sinto muito mal. Quero parar e me sinto incapaz de fazer isso sozinha, por isso, busquei ajuda. Tenho expectativa que com outras pessoas, fazendo tudo conforme as orientações e partilhando as nossas dificuldades, eu consiga deixar o cigarro”, disse Anunciação.
Há cinco meses, o carpinteiro aposentado José Reis, 67, deu um susto na família. Fumante há mais de 50 anos, ele teve um Acidente Vascular Cerebral (AVC), como consequência do hábito do cigarro. Desde então, ele decidiu que ia parar. “Estou há cinco meses sem fumar. Minha esposa, filhos e netos pedem isso. Vim participar do programa para me fortalecer e não ter nenhuma recaída, contando com a ajuda de outros que também estão tentando parar de fumar”.

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