Vestibular: Memorização é importante, mas não basta

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“Como eu vou lembrar todo o conteúdo?”. Esta é uma pergunta que você, vestibulando, provavelmente já fez.

Uma das maiores preocupações dos estudantes, durante a preparação para o vestibular, é memorizar todo o conteúdo que as provas exigem. São diversos conceitos e fórmulas que devem ser relembrados em um curto espaço de tempo.

Mas… calma! Não é preciso se desesperar.

Segundo os professores ouvidos pelo UOL, a memorização de conteúdos é importante, mas a configuração atual dos vestibulares não preza só por isso. Provas, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), são mais contextualizadas e menos conteudistas. “O vestibular hoje não preza tanto pela memória, mas pelo repertório do aluno: ele deve relacionar aquilo que já sabe com situações cotidianas”, afirma o professor Zizo (Rodrigo Oliveira), do cursinho Maximize.

Ou seja, ao contextualizar suas questões, o próprio vestibular dá aquele “empurrão” para que você se lembre dos conteúdos. Por isso, é importante que você leia com atenção os textos, principalmente em provas que os usam em abundância, como o Enem. “A ideia de que, no Enem, não cai conteúdo, não é verdade. Ele aparece, mas contextualizado, aplicado no cotidiano, fazendo com que o aluno faça relações entre aquilo que ele sabe e a realidade”, explica o professor Fabrício Cortezi, que é coordenador pedagógico do sistema pH.

É claro que a memorização ainda tem sua importância, afinal se você não souber o conteúdo, não tem como aplicá-lo. “Mas a memorização agora fica em segundo plano, o primeiro é a contextualização”, ressalta Cortezi. Portanto, você não deve procurar somente decorar os conteúdos e, sim, entendê-los em um contexto amplo, aplicado no seu próprio cotidiano.

Para ajudar, os especialistas listaram algumas dicas de como você pode estudar para memorizar os conteúdos e, ao mesmo tempo, estar preparado o novo contexto dos vestibulares. Confira abaixo:

Resolva exercícios!
Para o professor Zizo, a melhor maneira de se apropriar do conhecimento é por meio do treinamento. “A partir do momento que você começa a treinar, o conhecimento vai fazendo parte de você. É como dirigir um carro: ninguém memoriza a hora de trocar a marcha”, explica. Apropriando-se do conhecimento, você não terá de se esforçar para lembrar. “Quando olha a pergunta, o estudante já identifica de qual área do conhecimento”, conclui.
Faça relações com a realidade
A maioria dos conteúdos que você aprende na escola ou no cursinho está de alguma forma relacionada com a realidade, com o dia a dia dos estudantes. A dica então é tentar estabelecer relações entre as situações cotidianas e as matérias das provas, afinal é isso que o vestibular cobrará. “Muitas vezes, o aluno vê uma situação e fala: ‘eu já vivi isso, nem acredito que existe uma fórmula'”, explica o professor Zizo.

A neurocientista Carla Tieppo, que também é professora da Santa Casa de São Paulo, recomenda que você use a internet para buscar imagens daquilo que você está estudando. Isso ajuda a memorizar, além de trazer uma contextualização sobre o conteúdo. “É como o feed das redes sociais: você lembra o que aconteceu com os seus amigos porque viu fotos”, conta. O professor Zizo também aconselha a assistir seriados sobre ciência ou vloggers especializados no assunto.
Sintetize com suas palavras
Não adianta só ler os conteúdos das disciplinas. É necessário sintetizá-los com as suas palavras, segundo a neurocientista Carla Tieppo. Isso ajuda a fixar a matéria e serve de preparação para as provas dissertativas. “Além da leitura, você deve transformar o conhecimento em conhecimento ativo: aquele que você teve de elaborar um texto, por exemplo. Você deve sintetizar os pontos principais com a sua linguagem, a sua forma de pensar”, explica.
Use estruturas visuais como mapas mentais e diagramas.

A professora Carla também recomenda estruturas visuais, como mapas mentais e diagramas, que resumem o conteúdo e tornam mais fácil a memorização. “Tente usar estruturas mais figurativas e com menos palavras, assim você pode fazer correlações visuais”, explica. (Aprenda como fazer um mapa mental aqui).
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Fonte: Hugo Araújo, colaboração para o site UOL, em São Paulo.

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